Companhias aéreas são acusadas de usar algoritmo para separar passageiros
Segundo uma investigação do Reino Unido, as empresas separam os familiares que viajariam juntos, para forçá-los a pagar pelo privilégio de sentar em assentos próximos
28/11/2018 | 15h53
Por Redação Link - O Estado de S. Paulo
A Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido investiga o uso abusivo de algoritmos há um ano
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Os algoritmos, ferramenta responsável, por exemplo, por selecionar conteúdos no Facebook, estão envolvidos em uma nova polêmica. A Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido está investigando o uso abusivo de algoritmos por companhias aéreas – segundo um estudo, as empresas separam os familiares que viajariam juntos, para forçá-los a pagar pelo privilégio de sentar em assentos próximos. A informação é do jornal Independent.
A ministra britânica da área digital Margot James disse ao jornal que algumas companhias aéreas configuraram um algoritmo que, na hora da compra da passagem, identifica passageiros que têm o mesmo sobrenome para, então, separá-los em assentos distantes.
A empresa Ryanair, mais associada à prática, negou o uso abusivo de algoritmos, e afirmou que quem não paga para escolher um assento é direcionado“aleatoriamente” para um lugar no avião.
A Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido investiga a prática há um ano. Em uma pesquisa publicada em outubro deste ano, o órgão identificou que a probabilidade de passageiros serem separados se não pagarem para escolher o assento muda de empresa para empresa. Com uma amostra de mais de 4 mil pessoas, a autoridade britânica chegou ao resultado que passageiros que viajam com a empresa Ryanair estão mais suscetíveis a serem separados – em geral, 18% dos passageiros são separados, mas, no caso, da Ryanair, esse número subiu para 35%.
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