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Apple diz que não cumprirá projeções por conta do coronavírus

Empresa afirmou que falhas em cadeia de fornecimento na China vão afetar seu desempenho; lojas fechadas na China também contribuirão para lucro e receita menores

Por Gabriel Bueno da Costa
Atualização:
Hoje, cerca de 20% do faturamento da Apple é proveniente da China Foto: Mike Segar/Reuters

A Apple afirma em comunicado nesta segunda-feira, 17, que não espera mais conseguir atingir sua projeção divulgada anteriormente para o trimestre até março, diante do surto de coronavírus centrado na China e seus impactos para a economia e as cadeias de produção. A companhia diz que há dois fatores principais para isso: a oferta global de iPhones deve ser temporariamente contida, por causa das paralisações em fábricas chinesas; e a demanda por seus produtos na nação asiática tem sido afetada.

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Maior companhia do mundo em valor de mercado, a Apple nota que seus parceiros na produção do iPhone estão localizados fora da província de Hubei, epicentro do coronavírus, e inclusive já voltaram a operar, mas diz que esse retorno tem sido mais lento do que o antes antecipado. "Essas falhas no fornecimento para o iPhone irão temporariamente afetar receitas pelo mundo."

Além disso, todas as lojas da Apple na China foram fechadas. Aquelas já abertas têm horas reduzidas, com menos clientes presentes, informa a nota da empresa.

Já fora do país asiático, a demanda dos clientes por seus produtos e serviços tem se mostrado "forte até agora, em linha com nossas expectativas". A Apple insiste que continua "forte" e que os problemas para os negócios são temporários. Além disso, ressalta que sua prioridade agora é garantir a saúde e a segurança de seus funcionários, parceiros na cadeia de produção, clientes e nas comunidades em que atua.

No comunicado, a Apple não traz números como, por exemplo, uma nova projeção para o trimestre atual. A empresa diz que a situação está mudando e que trará mais informações sobre o cenário em uma próxima teleconferência, prevista para abril.

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