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Facebook dobra lucro no 2º trimestre, mas sinaliza freio no crescimento

Lucro da gigante das redes sociais atingiu US$ 10,4 bilhões; distorções causadas pelo impacto da covid-19 podem afetar resultados da empresa no segundo semestre

Giovanna Wolf e Guilherme Guerra - O Estado de S. Paulo

O Facebook atingiu valor de mercado de US$ 1 trilhão no trimestre Foto: Erin Scott/Reuters

O Facebook dobrou o lucro durante o trimestre encerrado em junho, informa a companhia em balanço financeiro divulgado nesta quarta-feira, 28. Os números saltaram de US$ 5,2 bilhões no mesmo período de 2020 para US$ 10,4 bilhões, alta de 101%. Apesar do crescimento, o Facebook sinalizou que pode apresentar desaceleração anual nos negócios durante o segundo semestre deste ano devido a possíveis distorções causadas pelo impacto da covid-19 em 2020.

O resultado motivou uma queda de quase 4% nos papéis da rede social após o fechamento do mercado, na Bolsa dos EUA.

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A receita da empresa foi impulsionada pelos anúncios nas redes sociais do grupo, que conta com Facebook, Messenger, Instagram e WhatsApp. De abril a junho de 2021, o faturamento somou US$ 29 bilhões, ante US$ 18,6 bilhões vistos em igual trimestre de 2020 (crescimento de 56%) – a expectativa de analistas era de faturamento de US$ 27,9 bilhões no período. De acordo com a empresa, a alta se deve ao aumento no preço e volume dos anúncios veiculados na plataforma. 

"Tivemos um trimestre forte enquanto continuamos a ajudar as empresas a crescerem e as pessoas permanecerem conectadas. Estou animado para ver nossas principais iniciativas em torno de criadores e comunidade, comércio e construção da próxima plataforma de computação se unindo para começar a dar vida à visão do metaverso", disse Mark Zuckerberg, presidente executivo do Facebook, em referência à mistura de interface de dispositivos eletrônicos com o uso de realidade aumentada e virtual. 

O Facebook também informou que houve crescimento na comparação anual de 7% do número de usuários diários ativos (que podem receber anúncios), totalizando 1,9 bilhão de contas. Em usuários ativos mensalmente, o número saltou para 2,9 bilhão, também em alta de 7%.

Olhando para frente, a companhia espera redução nos ganhos. "Ao ver o crescimento em uma comparação de dois anos para excluir o impacto da recuperação da pandemia, nós esperamos o crescimento da receita total desacelerar modestamente na segunda metade do ano, comparado ao crescimento no segundo trimestre de 2021", disse a empresa em nota.

O Facebook também afirmou que mudanças regulatórias e de plataforma, principalmente as atualizações recentes do iOS, podem ter um impacto maior no terceiro trimestre em comparação com o segundo trimestre – a Apple implementou em abril um novo mecanismo de proteção de privacidade que exige que usuários de iPhone escolham, explicitamente, se permitem ou não que apps rastreiem sua atividade em outras plataformas.

‘Clube do trilhão’

No mês passado, o Facebook chegou à marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado. O feito foi atingido após a Justiça americana rejeitar um processo antitruste da Comissão Federal de Comércio norte-americana (FTC, na sigla em inglês) contra a companhia. O juiz James Boasberg, do Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito de Columbia, disse que o FTC não conseguiu demonstrar que o Facebook tinha poder de monopólio no mercado de redes sociais. O caso gerava apreensão em investidores porque colocava em xeque as aquisições do Instagram e do WhatsApp, o que poderia caminhar para o desmembramento da empresa. 

A rede social foi a primeira empresa que nasceu depois dos anos 2000 a chegar à marca — foi também a companhia mais jovem nos Estados Unidos a atingir o patamar trilionário. Existem hoje cinco empresas de tecnologia nos EUA que ostentam avaliações trilionárias: Apple, Microsoft, Amazon, Alphabet e Facebook. A Apple foi a primeira empresa americana a atingir o US$ 1 trilhão, em 2018.

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O Facebook atingiu valor de mercado de US$ 1 trilhão no trimestre Foto: Erin Scott/Reuters

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