Facebook, Instagram e YouTube podem ser multados por conteúdos tóxicos

De acordo com novas regras do Reino Unido, a punição pode chegar a até 5% da receita das empresas de tecnologia, e em alguns casos os serviços podem ser suspensos

Redação Link - O Estado de S. Paulo

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Autoridades fiscalizam como Facebook e outras plataformas protegem os usuários de conteúdos tóxicos Foto: Jason Aden/Bloomberg

Facebook, Instagram e YouTube podem pagar multas em breve por não removerem conteúdos tóxicos de suas plataformas. O governo do Reino Unido disse nesta segunda-feira, 12, que novas regras punirão empresas de tecnologia, a partir do ano que vem, caso elas não protejam usuários desse tipo de conteúdo – a multa pode chegar a até 5% da receita da companhia, e em alguns casos os serviços podem ser suspensos. A informação é do site Cnet

O governo pretende prevenir a disseminação de conteúdos sobre violência, abuso infantil ou pornografia. Em um primeiro momento, a Ofcom, agência do governo do setor de telecomunicações, será responsável por fiscalizar se as empresas de tecnologia estão removendo esse tipo de conteúdo de suas plataformas. O governo anunciou em abril que está prevista a criação de uma autoridade regulatória independente para o assunto no futuro. 

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“Essas novas regras são um primeiro passo importante na regulação de compartilhamento de vídeos online, e trabalharemos junto com o governo para implementá-las”, disse um porta-voz da Ofcom em comunicado. 

No ano passado, o debate sobre conteúdos inapropriados em redes sociais aumentou após o suicídio da jovem britânica Molly Russell – seus pais afirmam que a morte da adolescente foi incentivada por imagens que estavam nas redes sociais Instagram e Pinterest. 

Relembre os escândalos do Facebook de 2018

1 | 12 Em abril, os jornais The Observer e The New York Times publicaram reportagens que mostraram o uso indevido de dados do Facebook, que tinham sido obtidos a partir do quiz This is Your Digital Life, do pesquisador da Universidade de Cambridge Aleksandr Kogan, e depois repassados por Kogan à consultoria Cambridge Analytica. O resultado dessa história é que dados de 87 milhões de usuários do Facebook foram usados na campanha eleitoral do presidente Donald Trump. Foto: REUTERS/Leah Millis
2 | 12 Logo após a divulgação do escândalo, começou nas redes sociais um movimento defendendo que as pessoas deletassem o Facebook – Elon Musk, presidente da Tesla, foi um dos que aderiu à hashtag #deleteFacebook. Um mês e meio após a notícia do caso, a Cambridge Analytica, chefiada por Alexander Nix, fechou as portas. Foto: Simon Dawson/Bloomberg
3 | 12 Por causa do caso Cambridge Analytica, o presidente executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, teve que depor no Senado e no Congresso dos Estados Unidos em abril. Ele assumiu a responsabilidade pelos erros da empresa e chegou a admitir que seus dados estavam entre os dos 87 milhões de usuários afetados pelo escândalo.  Foto: Tom Branner/NYT
4 | 12 O escândalo obrigou o Facebook a mostrar esforços de mudança de suas regras de privacidade, transparência e segurança. Logo em abril a empresa redesenhou seus controles de privacidade, para acalmar os ânimos dos usuários e de investidores. A empresa também prometeu lançar uma ferramenta de limpeza do histórico de navegação – entretanto, o recurso só deve ficar pronto em 2019. Foto: REUTERS/Thomas Hodel
5 | 12 No auge do caso Cambridge Analytica, o Facebook perdeu US$ 95 bilhões em valor de mercado. Entretanto, o resultado mais grave dos escândalos apareceu três meses depois da revelação do caso: as ações da empresa caíram 19% e o Facebook perdeu US$ 119 bilhões em valor de mercado, a maior queda diária da história de Wall Street.  Foto: Leah Millis/ Reuters
6 | 12 Em setembro, o Facebook revelou que uma falha de segurança dentro de sua plataforma colocou em risco dados de usuários da rede social. Após investigações, a empresa afirmou que 29 milhões de usuários tiveram seus dados pessoais roubados por hackers devido ao problema de segurança. A rede social confirmou que dados como nome, telefone celular e localização dos usuários foram acessados pelos criminosos. Foto: REUTERS/Dado Ruvic
7 | 12 Uma reportagem do The New York Times publicada em novembro revelou que o Facebook contratou uma empresa de marketing político chamada Definers Public Affairs para atacar os críticos da empresa, como George Soros, e também para espalhar histórias negativas sobre companhias rivais, como o Google. Além disso, segundo o jornal, a chefia do Facebook desprezou investigações internas sobre a interferência de hackers russos na rede social durante as eleições americanas e também minimizou sua culpa quando o Facebook se defrontou com o escândalo Cambridge Analytica.  Foto: Bloomberg/ Andrew Harrer
8 | 12 A executiva mais envolvida na polêmica foi Sheryl Sandberg, que ocupa o cargo de chefe de operações do Facebook, o segundo mais importante, depois do presidente executivo Mark Zuckerberg. Uma semana após a publicação da reportagem do The New York Times, o antigo chefe de políticas públicas e comunicações da rede social, Elliot Schrage, assumiu a culpa pela contratação da Definers – o executivo decidiu sair da empresa em junho deste ano, em meio ao escândalo do Cambrige Analytica. Foto: REUTERS/James Lawler Duggan
9 | 12 Este ano uma série de linchamentos aconteceu na Índia a partir da disseminação de notícias falsas no WhatsApp, aplicativo que pertence ao Facebook. Em julho, o governo indiano alertou a empresa sobre sua responsabilidade no problema. Em resposta, a empresa limitou o encaminhamento de mensagens para até cinco contatos na Índia – o que na sua visão diminui a propagação de boatos – e lançou outras iniciativas para conter a desinformação dentro do aplicativo. Foto: REUTERS/Dado Ruvic
10 | 12 O Facebook foi acusado de influenciar o genocídio feito pelo Estado de Mianmar. Segundo uma reportagem do The New York Times publicada em outubro, a rede social, o Facebook foi usado por militares como uma “ferramenta para limpeza étnica” e que autoridades do país foram “os principais operadores por trás de uma campanha sistemática no Facebook que se estendeu por meia década e teve como alvo o grupo minoritário rohingya, de maioria muçulmana”. Foto: REUTERS/Jon Nazca
11 | 12 Em dezembro, o Facebook informou que uma falha na rede social expôs fotos privadas de cerca de 6,8 milhões de usuários a desenvolvedores de aplicativos. Terceiros tiveram acesso a imagens não autorizadas, como as publicadas no recurso Marketplace, comunidade de compra e venda dentro da rede social, no Facebook Stories e também as fotos que foram carregadas na rede social mas nunca postadas de fato. Segundo a empresa, mais de 1,5 mil aplicativos de 876 desenvolvedores tiveram acesso inapropriado às fotos dos usuários. Foto: Bloomberg photo/ Andrew Harrer
12 | 12 Em dezembro, o jornal The New York Times revelou que o Facebook compartilhou dados de usuários com gigantes de tecnologia. A reportagem afirmou qque rede social tinha parcerias com mais de 150 companhias para partilhar dados sem consentimento. Netflix e Spotify, por exemplo, podiam acessar até mensagens privadas dos usuários. O Facebook rebateu as acusações e disse que as parcerias estão de acordo com as regras dos Estados Unidos. Foto: Tom Brenner/The New York Times

 

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