Apple apresenta novo MacBook Pro, que pode custar até R$ 78 mil

Terceira geração dos AirPods e dois novos chips também foram anunciados

Bruno Romani, Bruna Arimathea e Victor Farias, especial para o 'Estadão' - O Estado de S. Paulo

Os dois modelos estarão disponíveis nas cores prata e cinza espacial Foto: Apple

Com o tema ‘Unleashed’ (Solto, em tradução literal), a Apple realizou nesta segunda, 18, mais um evento para apresentar novos eletrônicos. Desta vez, o público viu novos modelos de MacBook Pro e a terceira geração dos fones de ouvido sem fio da empresa, além da introdução de dois novos processadores, o M1 Pro e o M1 Max. Depois do lançamento do iPhone, a chegada dos novos produtos deve marcar o fim das apresentações para 2021. 

Tim Cook anunciou que o evento seria focado em música e "profissionais". Era uma pista do que viria pela frente. Uma das grandes novidades foi a segunda geração do chip desenvolvido pela empresa. O M1 Pro (antes chamado de M1X) foi desenvolvido para lidar com mais potencia no computador. De acordo com a Apple, o M1 Pro entrega 200 Gbps de banda de memória, 3 vezes mais que o M1, além de 32 GB de memória total. O novo chip também tem CPU de três núcleos, oito núcleos de alto desempenho e dois de eficiência. São 16 núcleos de GPU, duas vezes o desempenho gráfico do M1.

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A Apple também lançou um segundo chip, ainda mais potente que o M1 Pro: M1 Max. É o chip mais potente já produzido pela empresa, com 400 GBps de banda de memória, até 64 GB de memória com CPU de 10 núcleos, 32 núcleos de GPU, quatro vezes mais rápida do que M1. A codificação de vídeo também é duas vezes mais rápida que a anterior.

A Apple surpreendeu e lançou dois processadores em seu evento  Foto: Apple

No total, M1 Pro tem 33,7 bilhões de transistores, quase o dobro do M1.

O M1 Max tem 57 bilhões de transistores, tornando-o, segundo a empresa, o maior chip que a Apple criou até hoje. O novo chip também permite que você  conecte mais de quatro monitores externos a um único produto.

MacBook Pro 

Os novos processadores vão turbinar a nova geração de MacBooks Pro, completando a transição da empresa de Intel para os próprios chips. O notebook ganhou um novo tamanho: 14 polegadas. Além dele, o 16 polegadas também foi mantido. O design do aparelho segue a tendência do iPhone e trazer laterais mais achatadas nos dois modelos. Nas laterais,  novo MacBook Pro tem 3 saídas Thunderbolt 4, uma HDMI, uma entrada para fone de ouvido, uma entrada para cartão SD, além do carregador MagSafe 3, tecnologia de conexão magnética da Apple para carregamento e acessórios — o recurso foi adicionado ao iPhone 12, no ano passado. 

As bordas da tela foram reduzidas, o que criou um entalhe para as câmeras parecido com o do iPhone. No modelo de 16,2 polegadas, o display chega com 3.456 x 2.234 pixels. No de 14,2 polegadas, 3.024 x 1.964. Assim como ocorreu com o iPhone 13,  a tela ganhou taxa de atualização de 120 Hz, ideal para games, vídeos ou para qualquer tipo de movimentação rápida na tela. 

O teclado é todo em preto. A barra touch foi retirada, com a adição de uma fileira de teclas na parte superior do teclado.

Os novos modelos do MacBook também oferecem suporte para Spatial Audio, tecnologia presente apenas em alguns fones de ouvido da marca até o momento. A câmera possui uma abertura maior com lente de 1.080p, que devem melhorar a performance em locais de baixa luminosidade. A tecnologia de imagem, chamada de 'vídeo computacional', promete um menor nível de ruído, de som ambiente e um ajuste de luminosidade.

O modelo de 14 polegadas custa a partir de US$ 2.000 e só estará disponível com o chip M1 Pro, enquanto o de 16 polegadas mais barato sai por US$ 2.500 e pode ter o chip M1 Pro ou M1 Max. 

A barra touch foi retirada, com a adição de uma fileira de teclas na parte superior do teclado Foto: Apple

Os dois estarão disponíveis nas cores prata e cinza espacial. As encomendas começam hoje, e os produtos estarão disponíveis semana que vem.

A versão de 16 polegadas pode ser encontrada com 512GB ou 1TB de memória SSD, além das opções de 16 ou 32 núcleos de GPU — o usuário pode escolher, ainda, entre os chips M1 Pro e M1 Max. A Apple também disponibiliza a opção de 16GB ou 32GB de memória integrada. 

Já na versão de 14 polegadas, só estão disponíveis os modelos com o processador M1 Pro, com opções de 8 ou 10 núcleos de CPU, 14 ou 16 núcleos de GPU e memória SSD de 512GB ou 1TB. 

Claro, o novo MacBook Pro chegará ao Brasil com preços salgados. O modelo mais barato sairá a partir de R$ 27 mil, enquanto o mais caro chega a R$ 78 mil. O modelo mais caro é o MacBook Pro de 16 polegadas com Chip M1 Max. Nessa configuração, ele tem memória unificada de 64 GB e armazenamento SSD de 8 TB (veja a tabela completa abaixo).

AirPods 3

Como era esperado, a empresa apresentou a terceira geração dos AirPods 3, que custará US$ 180. No Brasil, eles custarão R$ 2.160 à vista ou até 12 vezes de R$ 200, totalizando R$ 2,4 mil.

Inspirados nos AirPods Pro (lançados em 2019 como a versão topo de linha da família), os AirPods 3 ganharam hastes mais curtas e um estojo de carregamento mais eficiente, com padrão Qi de recaregamento sem fio. Ao contrário do 'primo rico', os fones não trazem cancelamento ativo de ruído, recurso que permite isolar o som externo para que o áudio reproduzido fique mais claro. 

A bateria agora tem duração de seis horas e, com o estojo, é possível obter 30 horas adicionais. Para quem tem pressa, um carregamento de 5 minutos permitirá 1 hora de uso, segundo a empresa.

A nova geração de AirPods chega com Spatial audio — um sistema da Apple de som personalizado de acordo com a música Foto: Apple

A nova geração de AirPods chega com Spatial audio — um sistema da Apple de som personalizado de acordo com a música. O dispositivo também é a prova d'agua e de suor. O fone conta com um novo driver de baixa distorção, o que supostamente permite graves mais poderosos e agudos mais claros. 

Mais música

 A Apple anunciou um novo plano no Apple Music. Trata-se do Voice Plan, que permite escolher as músicas e playlists apenas por voz. O plano custará U$S 5,00 e somente um usuário poderá usá-lo. Além do novo plano, a Apple também anunciou novas playlists no Apple Music que poderão ser acessadas pela assistente de voz Siri, semelhantes às que já existem em outros reprodutores de música, como o Spotify.

Tim Cook apresenta o evento de outubro da Apple, o primeiro após o lançamento do iPhone Foto: Apple

Na sequência, a caixa de som HomePod Mini ganhou três cores novas: amarela, laranja e azul, que se somam ao branco e ao preto. Custará US$ 100 nos EUA.

Reveja o evento abaixo

A tabela de preços completa dos novos MacBook é a seguinte:

MacBook Pro 14 polegadas:

Chip M1 Pro, CPU de 8 núcleos, GPU de 14 núcleos, memória unificada de 16 GB e armazenamento SSD de 512 GB: R$ 27 mil, parcelável em até 12 vezes. O preço à vista é de R$ 24,3 mil.

MacBook Pro 14 polegadas:

Chip M1 Pro, CPU de 10 núcleos, GPU de 16 núcleos, memória unificada de 16 GB e armazenamento SSD de 1 TB: R$ 33 mil, parcelável em até 12 vezes. O preço à vista é de R$ 29,7 mil.

MacBook Pro 14 polegadas:

Chip M1 Max, CPU de 10 núcleos, GPU de 32 núcleos, memória unificada de 64 GB e armazenamento SSD de 8 TB: R$ 75,5 mil, parcelável em até 12 vezes. O preço à vista é de R$ 67,95 mil.

MacBook Pro 16 polegadas:

Chip M1 Pro, CPU de 10 núcleos, GPU de 16 núcleos, memória unificada de 16 GB e armazenamento SSD de 512 GB: R$ 33 mil, parcelável em até 12 vezes. O preço à vista é de R$ 29,7 mil.

MacBook Pro 16 polegadas:

Chip M1 Pro, CPU de 10 núcleos, GPU de 16 núcleos, memória unificada de 16 GB e Armazenamento SSD de 1 TB: R$ 35,5 mil, parcelável em até 12 vezes. O preço à vista é de R$ 31,95 mil.

MacBook Pro 16 polegadas:

Chip M1 Max, CPU de 10 núcleos, GPU de 32 núcleos, memória unificada de 32 GB e armazenamento SSD de 1 TB: R$ 45,5 mil, parcelável em até 12 vezes. O preço à vista é de R$ 40,95 mil.

MacBook Pro 16 polegadas:

Chip M1 Max, CPU de 10 núcleos, GPU de 32 núcleos, memória unificada de 64 GB e armazenamento SSD de 8 TB: R$ 78 mil, parcelável em até 12 vezes. O preço à vista é de R$ 70,2 mil.

Os 21 fatos mais importantes da história da Apple

1 | 21 A Apple Computer foi fundada pelos amigos Steve Jobs e Steve Wozniak em 1º de abril de 1976, no ‘Dia da Mentira’. O primeiro computador criado por eles, o Apple I, era baseado em uma placa de circuito. Ele foi apresentado em uma reunião de um clube de entusiastas dos computadores. Foto: Wikimedia Commons
2 | 21 O Apple II, primeiro computador pessoal com interface gráfica e gabinete plástico, é revelado pela fabricante em Palo Alto, na Califórnia. Foto: Wikimedia Commons
3 | 21 Lançado em janeiro de 1983 por quase US$ 10 mil (o equivalente a US$ 23 mil hoje), o computador Lisa foi o primeiro com uma interface gráfica e um mouse. Ele tinha 1 MB de memória RAM, dois drives de disquete e um disco rígido com capacidade de armazenamento de 5 MB. O nome do computador foi uma homenagem de Jobs a sua filha, Lisa Nicole Brennan. Foto: Wikimedia Commons
4 | 21 Projetado por Jef Raskin, o primeiro Macintosh surgiu em janeiro de 1984. O grande destaque da máquina era seu sistema operacional inovador. Diferentemente do MS-DOS, o MacOS 1.0 foi projetado para funcionar com interface gráfica e mouse, o que facilitou a experiência do usuário.  Foto: Reuters
5 | 21 Em maio de 1985, com o desaquecimento das vendas do Macintosh, o conselho de administração da empresa decidiu demitir Steve Jobs. Foto: Reuters
6 | 21 A Apple lança o Newton Message Pad, seu primeiro dispositivo portátil com tela sensível ao toque. O aparelho já contava com algumas ferramentas disponíveis nos atuais smartphones, como endereço de contatos, calendário e e-mail.  Foto: Wikimedia Commons
7 | 21 Após registrar perdas de US$ 1,8 bilhão, a Apple volta a contratar Steve Jobs como seu presidente executivo em setembro de 1997. Foto: Reuters
8 | 21 O primeiro iMac chegou ao mercado em agosto de 1998. O computador revolucionou o design colorido dos computadores, que eram empacotados em gabinetes na cor preta. Ele também foi inovador por agrupar, em uma mesma estrutura, componentes como a CPU, monitor e drive de CD. O conceito do produto foi criado pelo atual vice-presidente da Apple, Jonathan Ive. Foto: Wikimedia Commons
9 | 21 O tocador de música portátil iPod foi lançado em 2001 e teve sucesso instantâneo no mercado por sua interface simples para o usuário, centrada no uso de botões dispostos em um formato circular. Era a primeira vez que as pessoas podiam carregar sua biblioteca de músicas digitais por aí. Foto: Reuters
10 | 21 A empresa inaugura a iTunes Store, loja virtual que possibilitou aos usuários comprar e fazer download de músicas, livros de áudio, filmes e programas de TV online. O modelo representou uma mudança radical no mercado musical, que já sofria com a distribuição de cópias piratas em formato MP3. Foto: Reprodução
11 | 21 Em junho de 2007, a empresa começou a explorar o segmento de celulares com o lançamento do iPhone, que trazia algumas funções do iPod. O smartphone popularizou a utilização de superfícies sensíveis ao toque.  Foto: Reuters
12 | 21 Após o sucesso do iPhone, a Apple criou o iPad, lançando os tablets como um novo segmento de produtos no mercado. O iPad foi apresentado como um dispositivo intermediário, entre o MacBook e o iPhone. Foto: Reuters
13 | 21 Em janeiro de 2011, Steve Jobs sai pela segunda vez de licença médica para tratar de um câncer no pâncreas diagnosticado em 2004. Poucos meses depois, em agosto, ele deixou o cargo de presidente executivo da Apple. Foto: Reuters
14 | 21 Steve Jobs faleceu em outubro de 2011, devido a complicações em seu estado de saúde. A morte do executivo ocorreu pouco mais de um mês depois de a Apple anunciar que Tim Cook assumiria a presidência da empresa. Foto: Reuters
15 | 21 Em meio às dúvidas relacionadas sobre se o futuro da Apple pós-Steve Jobs, a empresa lançou o relógio inteligente Apple Watch em abril de 2015. Com o dispositivo, que chegou ao mercado meses depois de seus principais concorrentes, a companhia trouxe para o pulso dos usuários alguns dos principais recursos do iPhone.  Foto: Reuters
16 | 21 Inaugurada em abril de 2017 na cidade de Cupertino, a nova sede da Apple, chamada de Apple Park foi um projeto que contou com a ajuda de Steve Jobs, antes de sua morte. Com design moderno, o local foi construído para ser ocupado por até 14,2 mil pessoas. A sede custou US$5 bilhões para a empresa. Foto: Peter Bittner/The New York Times
17 | 21 Em agosto de 2018, a fabricante do iPhone atingiu o valor de mercado de US$ 1 trilhão e se tornou a primeira empresa americana a atingir a marca. O resultado se deve aos bons números do balanço trimestral divulgado pela empresa no final de julho, que mostraram uma alta de 17% na receita, graças às boas vendas do iPhone X -- aparelho mais caro da marca. Foto: REUTERS/Heinz-Peter Bader
18 | 21 Em 25 de março, a empresa finalmente revelou estar produzindo conteúdo para o seu serviço de streaming, o Apple TV+. A Apple alistou diversas celebridades, comediantes e apresentadores para falar do novo serviço de streaming:  Steven Spielberg, Reese Witherspoon, Jennifer Aniston, Steve Carell e Oprah Winfrey. Todos eles terão programas na nova platforma, que ainda não tem data de lançamento.  Foto: Stephen Lam/Reuters
19 | 21 Responsável por criar projetos icônicos, como o do iPod, do iPhone e do iMac, o inglês Sir Jonathan Ive deixou a Apple em junho de 2019. Ele era considerado por Steve Jobs como "a pessoa com maior poder operacional dentro da Apple". Segundo o Wall Street Journal, ele estava insatisfeito com os rumos dados por Tim Cook à companhia.  Foto: Jim Wilson/The New York Times
20 | 21 Em agosto, a Apple se tornou a primeira empresa americana a alcançar o valor de US$ 2 trilhões. Até meados de março, o valor da Apple estava abaixo de US$ 1 trilhão, após uma queda acentuada no mercado de ações por medo do coronavírus, mas a valorização das ações elevou o capital da empresa. Enquanto a empresa levou 42 anos para chegar ao valor de US$ 1 trilhão, foram necessários apenas dois anos para dobrar o seu valor.  Foto: Reuters/Arnd Wiegmann
21 | 21 Não é todo dia que a gente vê a Apple recuar de alguma decisão, mas, neste ano, a empresa californiana se viu pressionada a voltar atrás em uma ação que pretendia vasculhar as fotos de usuários do iCloud, serviço de nuvem da empresa, em busca de imagens de menores que pudessem configurar pedofilia. A medida, segundo a Apple, visava assegurar que o conteúdo não fosse adicionado na plataforma, mas enfrentou grandes críticas pela preocupação com mecanismos de privacidade dos aparelhos e o acesso da empresa a arquivos pessoais Foto: AFP

 

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