iPhone 11: bateria e câmera se destacam nas primeiras análises

Para a imprensa americana, porém, aparelhos não trazem inovações que justificam compra para quem tem iPhone recente; celulares começam a ser vendidos nos EUA na sexta-feira, 20

Victor Pinheiro, especial para o Estado - O Estado de S. Paulo

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Os dois novos iPhones 11 Pro: câmera com três lentes Foto: Jim Wilson/NYT

Uma bateria que dura bastante e um conjunto de câmeras traseiras potente: essas são as principais qualidades dos novos modelos de iPhone, segundo as primeiras análises da imprensa americana. Anunciada pela Apple na última semana, a nova geração do iPhone começará a ser vendida nesta sexta-feira, 20, nos Estados Unidos – antes de chegar às lojas, os aparelhos foram enviados para testes dos jornalistas. 

Além da bateria e da câmera traseira, não sobraram elogios também para a evolução da câmera frontal nos três modelos. Por outro lado, diversas publicações questionaram o impacto de novas funcionalidades no uso cotidiano do aparelho e colocaram em dúvida o custo-benefício dos produtos, que serão vendidos a partir de US$ 700 nos EUA. 

Bateria duradoura

A bateria é com certeza um grande diferencial da nova geração do iPhone. No evento de lançamento, a Apple anunciou o aperfeiçoamento do tempo de duração de bateria principalmente na versão Pro Max. Chris Velazco, em resenha para o Engadget, confirmou a evolução. O jornalista afirma ter usado intensamente o iPhone 11 Pro Max por 14 horas sem a necessidade de recarga. Na versão Pro, a durabilidade cai para 12 horas. O potencial de ambos os modelos superam a média de 10 horas do iPhone XS, lançado em 2018 pela Apple.

Conheça o iPhone 11 Pro, novo celular anunciado pela Apple

1 | 8 Nesta terça-feira, a Apple anunciou três novos aparelhos em evento realizado em sua sede na Califórnia: o iPhone 11, o iPhone 11 Pro e o iPhone 11 Pro Max. Juntamos para você nesta galeria as principais características do iPhone 11 Pro, sucessor do iPhone XS. Foto: Justin Sullivan/AFP
2 | 8 O iPhone 11 Pro virá em quatro cores: verde, cinza, prata e dourado. O presidente executivo da Apple, Tim Cook, disse no evento que o iPhone 11 foi desenvolvido para usuários que querem “a mais sofisticada tecnologia”. Foto: Josh Edelson / AFP
3 | 8 O iPhone 11 Pro custará a partir de US$ 1 mil nos Estados Unidos – o modelo com 512 GB  chega a custar US$ 1.350. Ele é mais caro que o iPhone 11, cujo preço será a partir de US$ 700. O iPhone 11 Pro Max vai custar a partir de US$ 1,1 mil. Foto: Josh Edelson / AFP
4 | 8 Nos Estados Unidos, a pré-venda começa na sexta-feira, enquanto a venda nas lojas se abre no dia 20 de setembro – os aparelhos chegam no Brasil ainda neste ano, sem data definida. Foto: Stephen Lam/Reuters
5 | 8 A tela do iPhone 11 Pro tem 5,8 polegadas e é de OLED, e não de LCD, com nada menos que 458 pixels por polegada. O iPhone 11 Pro Max tem 6,5 polegadas. O visual do visor mudou pouco, mantendo o entalhe retangular para a câmera frontal - a concorrência já apresenta soluções menos invasivas, como o entalhe de 'gota' ou de 'furo'. Foto: Justin Sullivan/AFP
6 | 8 A câmera é o maior destaque do iPhone 11 Pro: finalmente ela será tripla! O aparelho terá três lentes diferentes: angular (12 megapixels e f/1.8), grande angular (12 MP e f/2.4) e teleobjetiva (12 MP e f/2.0). A empresa também apresentou diversos recursos de software e inteligência artificial para melhorar a qualidades das imagens. Todas as três câmeras serão capazes de fazer vídeos em 4K e 60 frames por segundo, bem como câmeras lentas e timelapse. Foto: Justin Sullivan/AFP
7 | 8 A Apple disse no evento que a bateria do iPhone 11 Pro dura quatro horas a mais que a do iPhone XS e que a do Pro Max dura cinco horas mais que a do iPhone XS Max.    Foto: John G. Mabanglo/ EFE
8 | 8 O iPhone 11 Pro será equipado com o chip de processamento A13 Bionic da Apple, que promete fornecer até quatro horas extras de bateria para o novo aparelho. No evento, a Apple afirmou que o A13 Bionic tem o “CPU mais rápido da indústria de smartphones”. Em relação à armazenamento, o celular estará disponível em três opções: 64GB, 256 GB e 512 GB. Foto: Josh Edelson / AFP

Em compensação, para garantir mais eficiência, a Apple precisou aumentar o tamanho da bateria, o que conferiu peso adicional de 50 gramas aos produtos. A diferença em relação à linha XS é imperceptível, porém, dizem as análises. Usuários de iPhones mais antigos, porém, podem estranhar a mudança. 

Outro ponto positivo destacado pela crítica foram os carregadores de 18W, com promessa de carregamento mais rápido. Segundo Nilay Patel, do The Verge, o impacto positivo é nítido. O equipamento, porém, acompanha somente os iPhones 11 Pro e 11 Pro Max, enquanto o modelo 11 segue com adaptadores de 5W.

Qualidade de captação

Embora a disposição e o design das lentes tenha dividido opiniões, o desempenho e as novas funcionalidades da câmera dos novos aparelhos foram bem recebidas – são duas lentes no iPhone 11 e três nos modelos Pro. Para Matthew Panzarini, do TechCrunch, os dispositivos apresentam as melhores câmeras da história da marca.

A nova geração garante imagens com cores mais vivas e resoluções menos "achatadas" em comparação a modelos anteriores. Destaque principal para a captação de sombras mais naturais e detalhes de cabelo.

A câmera grande angular, principal novidade da linha Pro, aumenta a capacidade panorâmica das fotos e apresenta menos distorções de imagens se comparada ao conjunto de câmeras do iPhone X, avaliou Chris Velazco, do Engadget. No entanto, a lente ainda distorce alguns elementos da paisagem. 

Em relação às selfies, Nilay Patel, do The Verge, ressaltou o aprimoramento da câmera frontal de 7 para 12 megapixels. O modo noturno também marcou pontos positivos. Na opinião de Patel, as imagens são “realmente impressionantes e preservam tons de cores mais detalhados que a Pixel”, linha de aparelhos do concorrente Google.

O que mais a Apple anunciou no evento desta terça

1 | 6 Nesta terça-feira, 10, a Apple realizou um evento em Cupertino, na Califórnia, para revelar seus novos modelos de iPhone e outras novidades da empresa. O principal destaque foi o iPhone 11 Pro, cujos recursos você pode conferir aqui. Acompanhe com a gente nesta galeria os outros anúncios da ocasião. Foto: Jim Wilson/The New York Times
2 | 6 Chega em 1º de novembro ao Brasil, para competir com a Netflix, o Apple TV+, novo serviço de streaming da Apple. A melhor notícia é o preço: a assinatura para a toda família (até seis pessoas), custará R$ 10. Uma das apostas de conteúdo da Apple para a plataforma é a sitcom The Morning Show, que terá o trio Reese Witherspoon, Steve Carrell e Jennifer Aniston. Foto: Justin Sullivan/AFP
3 | 6 O serviço de games da Apple também já tem data de estreia e preço: a partir de 19 de setembro, o Arcade poderá ser assinado no Brasil por R$ 10. A Apple diz que mais de uma centena de jogos estarão disponíveis no lançamento. No evento desta terça, foram apresentados três novos títulos: Shinsekai: Into the Depths da Capcom,  Sayonara Wild Hearts, da AnnaPurna Interactive e Frogger in Toy Town, da Konami. Foto: John G. Mabanglo/EFE
4 | 6 A família de relógios inteligentes Apple Watch ganhou um novo modelo. A quinta geração do aparelho terá a tela sempre ligada, novidade bastante aguardada pelos usuários. A empresa diz que a grande vantagem do recurso é o fato de que o usuário não vai precisar necessariamente se virar para o pulso para saber o que está acontecendo. O Apple Watch 5 também terá uma bússola interna.  Foto: Stephen Lam/Reuters
5 | 6 A Apple também anunciou a sétima geração do iPad: o aparelho terá tela de 10,2 polegadas (3,5 milhões de pixels). Ele entra em pré-venda hoje nos EUA e chega às lojas no dia 30. Foto: Stephen Lam/Reuters
6 | 6 Além do iPhone 11 Pro e do 11 Pro Max, a Apple anunciou a versão mais modesta do celular, o iPhone 11, que custará a partir de US$ 700. Ele tem tela de 6,1 polegadas e vem em seis cores: púrpura, vermelho, verde, amarelo, preto e branco. O aparelho tem sistema de câmeras com apenas duas lentes, ambas de 12 megapixels: uma será angular (f/1.8) e a outra (f/2.4) uma grande angular.  Foto: Justin Sullivan/AFP

Telas mais bonitas

Os iPhones Pro e ProMax foram equipados com a tecnologia de tela Super Retina XDR. A  Apple afirma que o recurso deve aprimorar o brilho de imagens no display dos aparelhos, assim como a resolução ao assistir vídeos 4k em HDR (High Dynamic Range). 

Vale lembrar que a nova geração tem tamanhos de tela diferentes: o iPhone 11 mede 6,1 polegadas, enquanto as versões Pro e ProMax têm 5,8 e 6,5 polegadas, respectivamente. Além disso, o display dos dois últimos modelos são construídos com tecnologia OLED. O iPhone 11, por outro lado, conserva a tela LCD presente nos modelos mais baratos dos últimos anos, como o iPhone XR, de 2018.

Para Velazco, do Engadget, as imagens dos iPhones Pro apresentam qualidade superior ao iPhone XS, mas as diferenças podem passar despercebidas. Apesar das qualidades, Velazco minimiza a disrupção. Nilay Patel discorda. Para ele há diferenças óbvias de brilho e beleza entres as imagens da linha Pro e a geração X, principalmente ao assistir vídeos 4K. 

Performance

A novidade na performance é o processador A13 Bionic, presente nos três novos modelos. Embora a melhoria no desempenho seja unânime entre os jornalistas, eles discordam quanto a dimensão desse aperfeiçoamento.  

O jornalista do The New York Times, Brian Chen, aponta uma performance até 50% superior ao iPhone X. No TechCrunch, Matthew Panzarino relata uma evolução mais modesta, de aproximadamente 20%. Já Chris Velazco diz existir um abismo entre os novos iPhones e qualquer outro modelo anterior ao X, de 2017. Porém, as diferenças de performance no dia a dia são pontuais. 

“No uso cotidiano, iniciar aplicativos é um pouco mais rápida nos Pros que nos modelos XS. Não percebi nenhuma diferença significativa no desempenho com games, mas aplicativos que demandam recursos gráficos carregaram um pouco mais rápido e funcionaram sem travar”, escreve Velazco. 

Vale a pena?

Os preços do iPhone 11 nos Estados Unidos variam de U$ 699 pelo modelo, mais simples, com armazenamento de 64 GB, até US$ 1.449 pela versão Pro Max, com 512 GB de espaço. No Brasil, as cifras devem ser ainda maiores. Por isso, apesar dos elogios da crítica especializada, alguns jornalistas ainda questionam o investimento na nova geração. 

Velazco ressalta que os iPhone Pro e Pro Max oferecem o melhor da Apple atualmente. Mas, segundo ele, em quase todos os aspectos, as diferenças entre a linha Pro e o iPhone 11 são tímidas no cotidiano e a maioria deve optar pela versão mais simples do smartphone. Para Nilay Patel, do The Verge, no entanto, o investimento extra na versão Pro compensa pela tela superior, a câmera telephoto e o aperfeiçoamento da bateria. 

Por fim, Brian Chen, do The New York Times, defende o upgrade para usuários de iPhone 6s, iPhone 7 e modelos antecessores. Segundo o jornalista, os compradores podem se beneficiar com ganhos em performance e qualidade das câmeras. No entanto, para os donos do iPhone X ou modelos superiores, Chen é categórico: “O iPhone 11 não é suficientemente inovador para justificar um investimento de mais de US$ 700 em um novo smartphone”.

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