Para as crianças, o grande brinquedo tecnológico da época foi o bichinho virtual – nome abrasileirado para o japonês Tamagotchi. A brincadeira era boba e até simples: o aparelho tinha dentro um animal de estimação, que precisava comer, dormir e ser entretido. Se você cuidasse mal dele, ele morria – e aí era preciso comprar outro bichinho virtual e começar tudo de novo.
“Rebobinar” era um termo bastante comum na época, graças às fitas VHS. Mas isso iria mudar: em 1º de março, nos Estados Unidos, eram lançados os primeiros DVDs (e o primeiro player de DVD) da época.
No final dos anos 1990, muita gente ainda usava os famigerados telefones de discos (aquele no qual era preciso girar os algarismos para se discar o número desejado). Dava um trabalhão – a ponto de muita gente ter como sonho de consumo telefone sem fio, que podia ser levado para cá e para lá pela casa, e tinha todos os números em botões digitais.
Antes dos smartphones, havia o palmtop – espécie de agenda eletrônica turbinada, com direito a uma estilosa caneta para tocar na tela. Era o dispositivo favorito dos executivos da época – e parecia um prenúncio do futuro quando alguém tirava um Palm Pilot 1000 do bolso, como se um computador pudesse ser tão pequeno.
No mundo dos games, dois consoles eram a coqueluche da época. O Nintendo 64 tinha jogos como Mario Kart 64 e International Superstar Soccer e um controle que até hoje ninguém entendeu como é que uma pessoa com duas mãos poderia segurar direito.
Outro videogame que era símbolo do final dos anos 1990 era o PlayStation 1, com seus CDs de jogos como Tomb Raider, Resident Evil, Crash Bandicoot e Metal Gear Solid.
E por falar em um jogo que marcou época, 1997 também dava início a uma das franquias de maior sucesso do mundo dos games: Grand Theft Auto, o popular GTA.
Um dos aparelhos mais vendidos da história dos celulares, o StarTAC, da Motorola, era o “iPhone” da época: era caro, com design moderno e (quase) todo mundo queria ter um um. Afinal de contas, era o máximo poder desligar na cara de alguém simplesmente fechando o celular!
Se você queria ouvir música no computador, provavelmente estava usando o RealPlayer, um dos principais programas da época – vale lembrar que o Napster ainda ia demorar uns dois anos para nascer, e o Winamp estava apenas em suas primeiríssimas versões.
Aliás, por falar em computador, é bem provável que você estivesse se achando o cara por ter os últimos produtos da Microsoft instalados, como o Windows 95 e sua grande novidade, a lixeira..
E o Office 97, o primeiro a contar com o glorioso assistente Clippy – aquele mesmo que ficava te infernizando toda vez que ele achava que você precisava de ajuda.
Não era muita gente que acessava a internet em 1997 aqui no Brasil, mas quem conseguia fazer isso era graças à internet discada – e claro, esperar até meia noite para pagar apenas o custo de uma ligação para ficar conectado no bate-papo até altas horas.
Aliás, além do Internet Explorer, que já vinha com o Windows (em um caso que deu um trabalhão para a Microsoft na Europa), a outra opção para navegar na internet era o Netscape. Google Chrome? Só daqui a uma década, em 2008.
O Google ainda não existia – e para encontrar um site, o melhor que você podia fazer era fazer buscas no Yahoo, ou no grande buscador da época, o Altavista.
Outra coisa que dava para fazer na internet da época era bater papo. Mas a tarefa era um pouco mais complicada do que hoje: o sistema usado era o glorioso MIRC – o ICQ, lançado em novembro de 1996, levaria algum tempo para se popularizar.
1997 também foi o primeiro ano em que o Imposto de Renda brasileiro poderia ser entregue pela internet, tornando até o leão virtual.