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'Não acredito na competição no mundo dos consoles', diz Phil Spencer

Chefe de área de games da Microsoft fala sobre rivalidade com Sony e Nintendo e explica como Xbox se encaixa na atual estratégia da empresa de computação em nuvem

21/01/2018 | 05h00

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 Por Bruno Capelas - O Estado de S. Paulo

Phil Spencer, chefe da divisão de games (Xbox) da Microsoft

Reuters

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À frente da divisão de games da Microsoft desde 2015, Phil Spencer é o que se pode chamar de um dos homens de Satya Nadella. Não é à toa: além de ter sido indicado pelo indiano para o cargo, o executivo tem transformado a visão do “universo Xbox” de um único dispositivo para jogar em toda uma plataforma de games. “O jogador tem de achar os jogos onde eles estiverem”, diz Spencer. 

Desde que assumiu o cargo, é verdade, Spencer lançou dois novos modelos do Xbox One (S e X), mas também estendeu os horizontes da jogatina ao lançar o Play Anywhere, que permite que quem comprou um game no Xbox também jogue no PC gratuitamente (e entre em partidas online com seus amigos), o serviço de biblioteca de jogos Game Pass e a plataforma de transmissão de partidas online Mixer. 

Além disso, Spencer reforçou a estratégia por trás de Minecraft, presente não só no Xbox e no PC como em plataformas rivais como PlayStation e iPhone. “Não importa se o usuário gosta de jogar no celular ou no computador. Ele está conosco jogando Minecraft”, diz Spencer, traçando um paralelo entre o game de blocos pixelizados e outros serviços populares da Microsoft, como o pacote Office ou o Windows. 

Os 25 melhores jogos do Xbox One

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Cuphead

Foto: 221 Studios

Não se deixe enganar pela cara “fofa”: Cuphead é um dos jogos mais difíceis – no sentido bom – deste ano. Tanto nas fases de plataforma (lembra de Mario e Sonic? Ficou dez vezes pior) como nas lutas com os chefões, o game exige muito dos jogadores. Além disso, seu estilo visual – inspirado nos desenhos animados dos anos 30 e 40 – e sua ótima trilha sonora valem a jogatina.

Assassin's Creed: Origins

Foto: Ubisoft

Não torça o nariz e dê o salto de fé: Assassin’s Creed Origins é um bom recomeço para a franquia da Ubisoft, longe dos problemas dos jogos lançados nos últimos anos. O game tem uma interessante história principal, bem como ótimas missões secundárias. O novo sistema de combate e as árvores de habilidades são mudanças bem-vindas, e o cenário, ambientado no Antigo Egito, tem paisagens bonitas e muitos detalhes

Resident Evil VII

Foto: Capcom

Se você é fã da série, não há muito o que temer. A interação em primeira pessoa e o retorno ao terror são formas muito bem-vindas da Capcom de trazer frescor a uma série já consagrada e duas vezes alterada. Se você só chegou agora, vai se divertir com uma boa história, sustos, tensão e um game de exploração e puzzles muito bacanas. O ano mal começou, mas já há uma certeza em 2017: Resident Evil VII é um dos grandes games da temporada.

Gears of War 4

Depois da trilogia de Marcus Fenix marcar os jogadores do Xbox 360, Gears of War 4 traz à tona as aventuras de JD Fenix, filho do herói da trilogia passada. É uma das poucas mudanças: o estilo fresco do jogo, com boas batalhas de tiro e gráficos de tirar o fôlego, continua lá. 

Injustice 2

Foto: Warner

O universo da DC Comics pode não ir tão bem das pernas no cinema, mas nos games ele manda muito bem – e faz parte de um dos melhores jogos de luta da atual geração de consoles. Lançado no final de maio de 2017, Injustice 2 tem a expertise da Netherrealm – a empresa criada por Ed Boon para dar nova vida a Mortal Kombat – e a graça de personagens como Batman, Superman, Coringa e Mulher Maravilha para criar um belo universo. Se o modo história é um pouco falho, o jogo surpreende pela agilidade e pela quantidade de estratégias diferentes possíveis em um mero “jogo de lutinha”.

Metal Gear Solid V: The Phantom Pain

Grand finale da saga criada por Hideo Kojima, Metal Gear Solid V: The Phantom Pain é um verdadeiro tour de force de Snake: a complexidade de sua trama e as inúmeras habilidades do personagem para atacar inimigos transformam este jogo em um clássico instantâneo. 

Batman: The Telltale Series

Foto: Telltale Games

Há alguns anos, a Telltale tem cometido grandes jogos com uma receita simples: histórias de grandes personagens, divididas em capítulos, com forte apelo emocional e poder de escolha para o jogador dentro da narrativa – aqui, não é preciso saber jogar, mas sim escolher a frase ou ação que parece mais adequada dentro da história, embora não existam erros ou acertos. Com o Homem-Morcego, um personagem marcado por dualidade desde que Frank Miller e Alan Moore o tomaram para si, essa receita dá ainda mais certo. Ao longo de cinco episódios, Batman: Telltale pode recorrer a um outro clichê de vez em quando, mas foi uma das experiências mais saborosas do ano.

Forza Horizon 3

Até mesmo se o seu negócio é só ficar na ciclovia este jogo vale a pena. Ao trazer grandes gráficos e uma jogabilidade que obedece ao mandamento de “fácil de jogar, difícil de se tornar um mestre”, Forza Horizon já mereceria uma ótima recomendação. A liberdade de escolha proposta pelo jogo, no entanto, faz este game mostrar um vislumbre do futuro e das possibilidades que o mundo dos jogos eletrônicos pode nos trazer. Se o céu parece ser o limite, que ele seja estrelado como o das noites australians de Forza Horizon 3. 

Rare Replay

De volta para o futuro: depois de cravar uma parceria interessante com a produtora Rare, responsável por clássicos como Banjo-Kazooie e Battletoads, a Microsoft recuperou o acervo da Rare e o soltou nesse grande pacotão nostálgico: são 30 jogos da Rare em apenas um único disco, com direito aos títulos supra-citados e outros jogos memoráveis, como Blast Corps, Perfect Dark e R.C. Pro-Am. Do portfólio da empresa, apenas duas ausências sentidas: Donkey Kong Country e 007-Goldeneye, ambos de fora por serem de copyright da Nintendo. 

Sonic Mania

Foto: SEGA

Para quem sente falta de bons jogos de plataforma e do velho ouriço azul, Sonic Mania é uma ótima pedida. sso porque o game recupera o visual 2D clássico dos jogos lançados pela Sega para o Mega Drive, videogame dos anos 1990 – a simplicidade foi abandonada pela empresa nos jogos de Sonic feitos nos últimos vinte anos. Para trazer esse espírito de volta, a empresa convidou a comunidade de fãs do game para criar suas próprias fases, homenageando ambientes característicos como a Emerald Hill Zone, de Sonic the Hedghog 2 (1992) ou a Lava Reef Zone, de Sonic 3 (1994), mas de forma original. 

Firewatch

Foto: Campo Santo

Um rádio walkie-talkie, um mapa, uma bússola e grandes diálogos. É desses elementos simples que se compõe Firewatch, um dos grandes destaques do ano: em tempos de superproduções e muitos gráficos, o jogo da Campo Santo faz mais com menos, valorizando a história de Henry, que assume um emprego de guarda florestal enquanto a mulher passa por um tratamento do mal de Alzheimer. No campo, muitas surpresas o aguardam – mas mais do que um jogo sobre ações, este é um game sobre escolhas. Preste atenção nos diálogos e na bela dublagem – Henry, o protagonista, é feito pelo ator Rich Sommer (de Mad Men). 

The Witcher 3: Wild Hunt

Terceiro – e último – capítulo da saga do bruxo Geralt de Rivia, The Witcher 3: Wild Hunt é o tipo de jogo que consegue mostrar todo o potencial da nova geração de consoles. Seu mapa vasto, sua diversidade de missões e a quantidade de diálogos e interações possíveis feitas pelo anti-herói criado pela polonesa CD Projekt Red fazem deste um dos jogos mais interessantes da atualidade

Wolfenstein II: The New Colossus

Foto: Bethesda

Uma das mais clássicas séries de games da história, Wolfenstein voltou à vida em 2013, com o belo The New Order. Wolfenstein II: The New Colossus dá sequência a essa história com os principais elementos que todo mundo gosta: tiroteio pra tudo que é lado, uma boa história e uma jogabilidade divertida. Um belo game de tiro para não botar defeito. 

Halo 5

Mais recente capítulo da história do Master Chief, um dos jogos símbolo do Xbox, gráficos de primeira categoria e modos multiplayer bacanudos. O que mais é preciso dizer para justificar a inclusão de Halo 5 nessa lista? 

Rise of the Tomb Raider

Lançado em novembro para o Xbox One, Rise of the Tomb Raider continua as aventuras de Lara Croft de forma emocionante. Com belos gráficos e boa densidade de exploração, o jogo feito pela Crystal Dynamics é um dos melhores desta temporada. 

Overwatch

A Blizzard não lançava um jogo novo há 20 anos. Mas, ao pegar um formato comercial e amplamente difundido – os jogos de tiro online – e ampliar sua profundidade com personagens variados e cheios de potencial estratégico, a empresa faz o que muitos tentam, mas poucos conseguem de fato: criar um game acessível para a massa, mas com complexidade o suficiente para entreter jogadores por muitas e muitas horas. Seja você um veterano do mundo online ou um atirador de primeira viagem, pode se preparar para se alistar nas forças de Overwatch. 

Dragon Age: Inquistion

Jogo do ano no Game Awards de 2014, Dragon Age: Inquisition é o tipo de jogo capaz de fazer o relacionamento mais feliz terminar. Também, pudera: seu universo profundo e sua profundidade dentro do gênero podem fazer um jogador passar mais de 100 horas desbravando a terra dos dragões. 

Inside

Seis anos depois do jogo que ajudou a definir parâmetro do universo indie, estúdio sueco Playdead conseguiu criar um novo universo, ainda mais soturno. Seja pelo aspecto gráfico, pela premissa de fazer muito com pouco, pela narrativa misteriosa ou pelo desafio que vai além do mero apertar de botões, Inside é facilmente um dos melhores games do ano de 2016. 

The Witness

Ao lado de Limbo, Braid foi um dos principais games da geração que estabeleceu o “gênero” (se é que se pode falar em gênero) indie. O enigmático jogo do criador Jonathan Blow gerou uma série de fãs e muita espera pelo que o game designer faria em sequência. Seis anos depois, The Witness finalmente chegou: com quebra-cabeças enigmáticos e um ritmo cadenciado, que respeita o nível de aprendizado do jogador, Blow calou a boca dos críticos e cometeu um jogaço – único em seu próprio estilo. Não hesite em jogar.

Ori and the Blind Forest

Desenvolvido ao longo de quatro anos, Ori and the Blind Forest é um delicado jogo: com trama emocionante e uma jogabilidade instigante, o game conquista também por seu excelente trabalho visual e sonoro. 

Sunset Overdrive

Um dos principais jogos exclusivos do Xbox One, Sunset Overdrive é um dos games mais divertidos da plataforma. Movido a energético, o jogo leva o gênero de zumbis e a movimentação ágil do parkour para um nível alto, e pode render altas risadas aos jogadores. 

Grand Theft Auto V

“Clássico é clássico e vice-versa”: depois de uma estreia retumbante na geração anterior de consoles, Grand Theft Auto V (ou GTA 5, para os íntimos) chegou ao Xbox One em grande estilo. A premissa é a mesma de sempre: entre na pele de um bandido e faça o que quiser em um gigantesco mundo aberto – incluindo roubar carros, voar de asa-delta e dar um rolê por Los Santos. 

Rocket League

Às vezes, para se fazer um grande jogo, basta apenas uma ideia maluca: é o caso de Rocket League, da produtora Psyonix. Pense em uma partida de futebol que pode ser disputada com um a quatro jogadores em cada time. Os jogadores, no entanto, são carrinhos malucos, velozes e capazes de usar turbos impressionantes. É um game difícil de dominar, mas muito fácil para gargalhar por horas e horas com os amigos no sofá. 

Life is Strange

Alguns dos melhores jogos dos últimos anos nasceram de pequenos estúdios sediados dentro de grandes empresas. Foi assim em 2014 com Valiant Hearts (da Ubisoft) e volta a ser assim em 2015, com este Life is Strange, da Square Enix. Dividido em episódios, o game da Dontnod mostra como os games podem ser um veículo para emocionar, ao contar a tocante história das amigas Chloe e Max. Com cenas impactantes, um toque de filme americano juvenil e ótima narrativa, Life is Strange é um exemplo a ser seguido. 

Doom

Duas décadas depois do clássico de tiro criado por John Carmack e John Romero, a id Software (agora nas mãos da Bethesda) traz um velho favorito de volta à forma. Com fases tensas e muito bem construídas, alienígenas ainda mais bizarros e muito, mas muito feeling vibrante, o Doom de 2016 é talvez o melhor game da série, à exceção do primeiro volume, em especial por sua grande campanha para um único jogador. Isso não é pouca coisa.

A seguir, confira os melhores trechos da entrevista, concedida ao Estado em outubro de 2017, quando Spencer esteve no País para a Brasil Game Show. 

O que mudou no Xbox desde 2015, quando o senhor assumiu o cargo, indicado por Satya Nadella? 

Continuamos na força dos nossos consoles, claro. Mas pensamos mais abertamente no mundo dos games: o jogador tem de achar os jogos onde eles estiverem. É por isso que lançamos o Xbox Game Pass, uma biblioteca que dá acesso a mais de 100 jogos por R$ 30 mensais e adquirimos o serviço de transmissões de partidas Mixer. Queremos que os jogadores estejam com o Xbox em qualquer dispositivo, seja no console ou no PC, vendo ou jogando, dando apoio para jogadores e desenvolvedores. 

Como assim? 

Vemos o mercado com um mercado de 1 bilhão de pessoas, com US$ 100 bilhões. Algumas delas jogam conosco; outras, com a Sony, Nintendo ou no celular. Os consoles são a nossa história e a nossa força hoje, mas com franquias como Minecraft, por exemplo, estamos presentes no PlayStation e no Nintendo Switch, no Android e no iOS. As pessoas jogam Minecraft em qualquer dispositivo e, à exceção dos dispositivos da Sony, todos podem jogar juntos. Não importa se o usuário gosta de jogar no celular ou no computador. Não acredito na competição só no mundo dos consoles, conosco contra Sony e Nintendo. 

Isso é parte da visão que o Satya Nadella implementou na Microsoft para o foco na nuvem, uma empresa conectada? 

Acho que sim, é parte disso. Pense em um jogo como PlayerUnknown’s Battlegrounds (PUBG): é um jogo totalmente online, que não tem nada a ver com a proposta de nuvem da Microsoft. Eles têm um servidor próprio, mas o que faz os games serem uma prioridade na Microsoft é que as áreas em que os games estão crescendo, como nuvem e transmissões de jogos, se encaixa muito bem na visão da Microsoft. A Microsoft não fala do Office, fala das pessoas usando o Office em diferentes dispositivos. O mesmo vale para os jogos – de novo, pense em Minecraft. 

Muitas pesquisas de mercado mostram o PlayStation muito à frente do Xbox em termos de vendas. Como o sr. se sente quanto a isso? 

Não posso voltar no tempo. Seria muito bom, mas não dá para voltar no tempo e mudar o que fizemos no mercado antes. Nosso trabalho hoje é satisfazer a expectativa dos jogadores de Xbox. Não vou ficar maluco com o npumero de vendas do PlayStation. Sinto o apoio que os fãs nos dão. Mas acho que a indústria dos games está num grande momento. Admiro o que a Sony faz hoje com os videogames, bem como o trabalho da Valve com a Steam. E a Nintendo! O Switch está vendendo muito bem! A indústria dos games é maior que isso, ela é mais do que simplesmente “qual videogame você comprou”. 

Há dois anos, falamos aqui e o sr. disse para não considerar a Nintendo morta. Agora estamos aqui com o Switch. 

Acho que o Switch é ótimo. Adoro o fato de que a Nintendo tem uma visão do que o hardware de games pode ser.  Já vimos isso no passado. Pense no GameCube: ele não foi tão bem quanto o Wii, mas era ótimo. O mesmo para o Wii U. Agora o Switch chega ao mercado e todo mundo diz que a Nintendo está de volta. Claro: eles nunca foram embora! As pessoas jogam Minecraft no Switch – e é muito divertido. E elas podem jogar com gente que joga no celular ou no óculos de realidade virtual GearVR. É fantástico. Eu tenho um Switch. A Nintendo tem a melhor linha de exclusivos. Zelda, Smash Bros, Mario Kart, Mario, são jogos fantásticos. Tenho muito respeito, e eles tem sido ótimos parceiros no crossplay com o Minecraft, por exemplo. 

A Nintendo também tem feito muito sucesso com edições retrô de seus consoles. Já a Microsoft tem apostado em jogos antigos compatíveis com os videogames atuais. Como o sr. vê isso? 

Decidimos que faríamos a compatibilidade pelo software, e não em máquinas diferentes. Agora, qualquer pessoa pode jogar jogos do Xbox e do Xbox 360 no Xbox One. Hardware retrô é legal, mas é importante respeitar os jogos que você já comprou da gente no Xbox 360 ou no Xbox original. Não quero que você perca esses jogos só porque mudou de videogame -- você já tem isso. Eu volto todos os dias para ouvir os discos de vinil que eu comprei do Led Zeppelin? Não necessariamente, mas é bom saber que eles estão lá, quando eu quiser escutá-los. O mesmo vale para Crimson Skies, Fable 1 ou os primeiros Gears of War. Quero poder escolher. 

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