Intel atrás do mercado móvel

A maior fabricante de processadores para computadores espera que tecnologia "revolucionária" chegue a celulares

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Por Agências
Atualização:

A Intel mostrou na quarta-feira, 4, uma tecnologia de nova geração que permite aumentar o número de transistores em um microchip, e aposta em que ela permitirá que recupere seu atraso no aquecido mercado de tablets e smartphones.

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A Intel acredita que a nova tecnologia, desenvolvida sob o codinome Ivy Bridge, deva entrar em uso para a produção de chips para computadores pessoais e servidores no final de 2011, e posteriormente a empregará para produzir processadores melhores para aparelhos móveis.

A tecnologia de ponta –que a Intel diz constituir avanço revolucionário ao trocar os circuitos planos por um modelo tridimensional– pode no futuro representar rival para a ARM Holdings, cuja tecnologia é a preferida para os chips usados em aparelhos como o iPad, da Apple.

Os processadores da Intel servem como cérebro para mais de 80% dos computadores pessoais mundiais, mas não encontraram espaço no mercado de smartphones e tablets, e a maior fabricante mundial de chips está na corrida para recuperar o atraso.

“Isso é necessário mas não suficiente. Há muitas outras coisas que precisamos fazer”, disse Dadi Perlmutter, vice-presidente executivo da Intel, a jornalistas.

Alguns analistas acreditam que a arquitetura de chips característica da Intel, conhecida como “x86″ e criada inicialmente para propiciar desempenho de alta qualidade em computadores pessoais, seja inerentemente inadequada para aparelhos móveis, nos quais o uso eficiente de energia é um fator decisivo.

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Outros dizem que a assim que a Intel, provida de amplos recursos para bancar pesquisa e desenvolvimento, se ajustar à busca de processadores com maior eficiência energética, sua tecnologia de produção permitirá que salte à frente e se torne concorrente séria nos segmentos de smartphones e outros aparelhos móveis.

“Com a convergência entre computadores, smartphones e tablets, a Intel claramente quer se expandir além de sua base nos computadores. A questão é determinar se são capazes de desenvolver um processador com eficiência energética suficiente para ser competitivo no mercado móvel,” disse Adrian Bommelaer, analista da Matrix.

// Noel Randewich e Paul Sandle (Reuters)

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