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Facebook e Instagram vão reduzir qualidade de vídeos no Brasil

Medida visa preservar estabilidade da rede agora que mais pessoas estão em casa para conter o avanço do Covid-19

23/03/2020 | 10h19

  •      

 Por Redação Link - O Estado de S. Paulo

 

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O Facebook e o Instagram anunciaram na tarde desta segunda-feira, 23, que vão reduzir a qualidade de vídeos em suas plataformas na América Latina. Inicialmente, a empresa havia anunciado que a mudança valeria só para a União Europeia, em resposta ao pedido do bloco econômico de preservar a internet da região num momento em que milhares de pessoas estão trabalhando de casa devido à pandemia de coronavírus.  Na tarde desta segunda-feira, 23, porém, a companhia decidiu estender a medida à região latina. 

"Queremos garantir que as pessoas possam permanecer conectadas usando os aplicativos e os serviços do Facebook, e continuaremos trabalhando com nossos parceiros para administrar qualquer limitação de transmissão de dados", disse um porta-voz do Facebook, por meio de nota. 

Na semana passada, Netflix, YouTube e Amazon reduziram a qualidade do serviço após alta nas taxas de uso. A redução veio após o chefe da indústria da UE, Thierry Breton, pedir que as empresas evitassem a sobrecarga da internet para que a banda fosse reservada para serviços de saúde e educação à distância. Os vídeos representam uma parte substancial dos dados de tráfego da rede em todo o mundo. 

Facebook e Instagram terão redução de qualidade de vídeo 

Regis Duvignau/Reuters

Facebook e Instagram terão redução de qualidade de vídeo 

Enquanto as operadoras europeias dizem que suas redes deram conta até agora da alta do tráfego, há temores de congestionamentos com mais pessoas trabalhando de casa. 

"Para aliviar potenciais congestionamentos na rede, reduziremos temporariamente os bit rates do Facebook e do Instagram na Europa", afirmou em nota a empresa comandada por Mark Zuckerberg, que é também proprietária do app de fotos. A medida durará enquanto existirem preocupações a respeito da saúde da rede. 

Netflix e YouTube reduzirão a qualidade de vídeo por 30 dias, enquanto a Disney afirmou que reduziria seu consumo geral de banda em pelo menos 25% em todos os países europeus onde deve lançar na semana que vem o serviço Disney+. O streaming de vídeo pode ocupar dois terços do tráfego em redes fixas e móveis. 

No Brasil 

Neste domingo, 22, a Globo anunciou que reduzirá a qualidade de vídeos de todos os seus serviços de streaming, incluindo Globoplay, Globosat Play, Globoesporte.com, GShow e o site G1. O objetivo, segundo a empresa, é amenizar a pressão sobre a infraestrutura da internet brasileira em um momento de alta de consumo causada pelas medidas de isolamento social para conter o avanço do coronavírus. 

Os vídeos deixarão de ser exibidos nas resoluções 4K e Full HD, e serão disponibilizados apenas em HD (720p). Segundo a empresa, isso significa uma economia de 52% no tráfego de dados em um capítulo de novela de 60 minutos que era transmitido originalmente em Full HD. A Globo afirma que a medida também visa a viabilidade do serviço para um número maior de pessoas já que algumas de suas produções estão disponíveis gratuitamente para não assinantes. 

O serviço de streaming Looke, que tem catálogo de filmes e também aluguel de lançamentos do cinema, também anunciou que vai reduzir a qualidade dos vídeos transmitidos pela internet. 

O Brasil bateu recorde em volume de dados nas noites dos últimos dias 18 e 19 de março, com 10 terabits sendo enviados por segundo (Tb/s), segundo dados do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). De acordo com a Associação NEO, que reúne prestadoras de pequeno porte, os associados já perceberam aumento no tráfego de suas redes nos últimos dias – no interior do Rio de Janeiro, um deles já registra alta de 25% em relação ao dias pré-pandemia. 

Especialistas acreditam que a internet brasileira está pronta para encarar alta no consumo de dados, porém pedem o "uso responsável” das redes. É posição semelhante de duas entidades: o Sinditelebrasil, que reúne as principais operadoras do País, e Associação Interamericana de Empresas de Telecomunicações (Asiet), a qual pertencem Vivo e Claro. 

Neste sábado, 21, o governo federal  determinou em decreto que os serviços de telecomunicações e internet passam a ser considerados serviços. Assim, seu exercício e funcionamento terão de ser garantidos. / COM INFORMAÇÕES DA REUTERS

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